
Hoje tive uma vontade imensa de chorar. Chorar sem dor, chorar por amor, chorar sem gosto, chorar sem cheiro, incolor.
Diante disso, vejo cada gota de lágrima a combater a aridez física, mas, sem umedecer o espírito, trazendo uma enorme agonia. Tal contradição penetra, perturba.
Não quero lágrimas desmotivadas, nem tê-las como lastro de meus sentimentos, teimando em cair, açoitando o meu ser.
O choro é livre, o pranto necessário, mas, fogem a razão, inexplicável ilusão.
Faz-se justo não buscar motivos, nem traçar necessidades. Não choro pelos recentes mortos, pela iminente mau sorte e bem menos pelo caos do amor; um tédio enorme nestes horizontes serenos.
Não seja minha sina este choro aqui, fazendo-me sua rapina, consumindo minha essência, roubando minha alegria, fazendo ruínas dentro de mim.
Só resta fitar o horizonte, assaz e alto, sublime, incapaz de avistar e discernir entre os risos e as lágrimas dos homens. E finalmente me consome em nome de regozijar seu prazeres sem fim, e desperta em flores todo o prisma infinito dessas frias dores.
Diante disso, vejo cada gota de lágrima a combater a aridez física, mas, sem umedecer o espírito, trazendo uma enorme agonia. Tal contradição penetra, perturba.
Não quero lágrimas desmotivadas, nem tê-las como lastro de meus sentimentos, teimando em cair, açoitando o meu ser.
O choro é livre, o pranto necessário, mas, fogem a razão, inexplicável ilusão.
Faz-se justo não buscar motivos, nem traçar necessidades. Não choro pelos recentes mortos, pela iminente mau sorte e bem menos pelo caos do amor; um tédio enorme nestes horizontes serenos.
Não seja minha sina este choro aqui, fazendo-me sua rapina, consumindo minha essência, roubando minha alegria, fazendo ruínas dentro de mim.
Só resta fitar o horizonte, assaz e alto, sublime, incapaz de avistar e discernir entre os risos e as lágrimas dos homens. E finalmente me consome em nome de regozijar seu prazeres sem fim, e desperta em flores todo o prisma infinito dessas frias dores.

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