terça-feira, 12 de junho de 2007

Assim, por tão pouco...


Navego por terras que nunca estive, pescando ilusões contidas, peneirando pequenos grãos intangíveis, respirando a brisa que asfixia, assim vou presenciando este moinho que gira. No seu compasso o tempo, em seu ritmo a prece, em seu som um grito, anunciam essa triste agonia.

Sempre indo por caminhos estranhos, mas que me levam a paz, a bonança e a alegria. Tenho a certeza que sou sempre protegido pelas mãos divinas, e nisso eu tenho minha enorme e incontida FÉ.


Ser grande nas vitórias, nas derrotas; estar em uma grande procura, uma constante evolução, uma eterna busca, rompendo todas as barreiras e dificuldades. Mas, sabendo que o êxito que acompanha a glória é efêmero, e desfrutar-lhe é o que nos alimenta durante nossa árdua caminhada.

Cada pedra neste caminho não será em vão, cada suspiro que traz a tona recompensado, mesmo diante da eternidade que a todos dilacera. Terei então, cada dia como uma dádiva, cada luz como o sol que ilumina e cada gesto como um sinal de gratidão, inerte diante da fragilidade dos homens.


Fazer valer toda a dinâmica que nos arrepia e finalmente, diante do mais azul de todos os azuis, lembrar que tudo isso fora em vão, esquecido e abandonado; para um dia acordar deste sonho e ter que morrer por tão pouco!

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