quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

NATAL!!!


E mesmo que a paz não fosse a paz,


O homem não fosse o homem,


JESUS faria tudo de novo.


Então, não façamos da vida a passividade de não fazermos o mal,


Mas, a contínua atitude de promovermos o bem.


Feliz Natal!!!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Quem mora longe...




Hoje vejo com outros olhos o tempo, não carrego nos ombros um peso indesejável. Sabe por quê? Porque tenho amigos.


Entre eles, maluquices, vícios, manias, chatices, preguiça, vexames, brigas e outras coisas mais. E é no embalo dessas imperfeições que encontro a lealdade, a liberdade, a alegria, a afetividade, a doçura, o amor, e, sobretudo a vontade de estar bem.


Dividir com alguém esse turbilhão de emoções é que nos mantém firmes, esperançosos, vivos.


Embora exista a distância, os sentimentos não têm barreiras, viajam por este mundo afora, estão dentro de cada um de nós, e meu coração tem um espaço reservado pra todos vocês, que são meus grandes, enormes amigos!!!!


Muita sorte, felicidades, sempre com Deus presente, nesta caminhada que vai por caminhos estranhos, em busca da bonança e de nossas realizações, onde nosso êxito será enorme, impalpável diante de todas as dificuldades. Um forte abraço, meu AMIGO!!!!!

Casa da Noite Eterna

Já estive por lá, um tantão de vezes.
Nessa casa acontece tanta coisa boa. Lá eu já dormi em qualquer canto, dormi dentro do carro, em algum dos quartos, dormi sozinho e também acompanhado; já fiquei muito bêbado, também já fiquei sem beber; já chamei o juca e também o Juca; já ri até a barriga doer, e ouvi as piores piadas do mundo; a barriga já doeu sem rir também; já vi um cara sair de dentro do saco de carvão e quebrar a churrasqueira; outro cara quebrou os vidros da janela pulando da cama de bicicleta; já comi miojo pra caramba, já comi o salame de frango do cachorro, comi frango, estrogonofe, pizza tudo com mais de 06 meses de vencido; já bebi whisk do bom e também do mais ou menos, já bebi muitaaaa cerveja, pinga, ron, vodka, etc, etc; já vi nego arrebentar a canela, quebrar o dente, quebrar a perna, cortar o pé; já quase briguei; já fervi na lutinha; já pulei de bicicleta na piscina; já passei lá o carnaval; já fui em festa de família, outras sem família nenhuma; já menti pra caramba, mas já desabafei e já contei um monte de verdade, já fiquei com mulher feia e também com bonita; resumindo, já aprontei muito! E o pior é que tudo foi sempre cercado de bons amigos, e sempre a gente volta, porque lá: "Até a tristeza pula de alegria!"

Esquecer você? Pra quê?


Amanheci de cabeça pra baixo. Comi mateiga pelo avesso. Cumprimentei o cego na esquina, conversei fazendo falsas promessas. E aí me pergunto, pra quê?

Pintei o céu de vermelho, avistei o eclipse da nuvem. Depois corri com o dedão para fora, praguejei imensos desejos, comi pastel estragado. E aí me pegunto, pra quê?

Abracei a sina do carrasco, vi num espelho trinta e poucos anos, enfrentei o vento na nuca, andei no centro da rua, fiquei na sombra tomando sorvete, avistei o homem nu. E aí me pergunto, pra quê?

Vi nomes de blasfêmias, vi o Apocalise em prisma, atrapalhei o tempo do meu topete, vesti a camisa vermelha de forma esqusita. E aí me pergunto, pra quê?

Atrapalhei o trânsito sem direção, andei de guarda chuva no escuro, peguei uma jaca tipo melancia, dormi de barriga pra dentro, vi a menina no portão, chamei-a pelo nome. E aí me pergunto, pra quê?

Diluí Neosaldina e afeto, escrevi com Bic escrita fina bem traçadas linhas, tomei bicabornato na veia, sentei no buraco do vaso, dei ré na marcha da vida, estrangulei o moço da feira. E aí me pergunto, pra quê?

Li seus acasos na mão, não tive vergonha do passo e da queda, puxei sob o grito o desejo da noite, vi o clarão da alvorada, vi a torre em chamas, não paguei por nenhum sórdido pecado. E aí me pergunto, pra quê?

Pra quê? Pra quê? Pra quê? Pra quê? Pra quê? Disse-me, repetiu o corvo, em alvas penas nunca mais!

Então, pintei um arco íris em preto e branco, frias cores, incolor, quis evitar seu tom, mas ainda lhe chamo de amor, e aí me pergunto, te esquecer? Pra quê? Quantas vezes, pra quê?